domingo, 20 de fevereiro de 2011

127 Horas



Título Original: 127 Hours
País de Origem: EUA e UK
Ano de lançamento: 2010
Direção: Danny Boyle
Elenco:

James Franco
Kate Mara
Amber Tamblyn
Sean Bott


Sinopse: Um rapaz está se aventurando no Grand Canyon quando, de repente, ele cai e fica com o braço preso numa rocha. Só isso. Ah, e é baseado em fatos reais.


Minha opinião: Uou. Como deu pra perceber pela resenha, a história não é cheia de detalhes e reviravoltas, o  elenco é mínimo e o cenário é praticamente o mesmo a sessão inteira, ou seja, tem tudo pra ser um filme super chato. Mas ele não fica chato em momento algum. O tempo todo se torce pro cara conseguir sair dali, se sofre com ele e ri também, pois por incrível que pareça, mesmo numa situação extrema como aquela ele conseguiu manter o bom humor. No entanto, o bom humor só dura até a fatídica cena do braço. Cara, que nervoso, não me perguntem exatamente como foi pois eu simplesmente não consegui olhar pra tela até o final dela. Ele precisou de 5 dias pra tomar a decisão, eu demoraria no mínimo uma semana pra ter coragem de fazer o que ele fez.
A fotografia é linda, eu não sabia que o Grand Canyon era tão bonito. E a atuação do James Franco é digna de nota, não é por acaso a indicação dele ao Oscar de Melhor Ator. E é legal ver como ele evoluiu desde o Homem-Aranha.

Imprensa golpista?



Mas ler o que? eis a questão. Eu me decepcionei profundamente com o Observatório de Imprensa, considerado um oásis de auto-crítica inteligente da mídia em geral. A Piauí é ótima, mas não se encaixa na descrição "jornais que não sejam dos grandes conglomerados". Na verdade, acho que o boca-a-boca, blogs e jornais não-comerciais são a melhor fonte quando o assunto é "subversão". Caso contrário, em qualquer jornal que visa o lucro, estamos sempre a mercê das vontades dos patrocinadores e da vontade de vender dos donos, por mais que os jornalistas tenham boa vontade. O que fazer então? não acreditar em tudo o que se lê ou ouve por aí já é básico. Pensar e criticar - positiva ou negativamente - as informações que se recebe devia ser básico também. É preciso estar sempre de olho, duvidar do que dizem jornalistas, colunistas, supostos especialistas, autoridades, políticos, colegas, professores, blogueiros. Claro que não é pra viver na paranóia, mas também não se pode ser ingênuo e engolir qualquer coisa que jogam na nossa cara. Se você acha que está errado, discorde. Não é só porque fulano falou que está certo. Se ele estiver certo mesmo, mais cedo ou mais tarde você vai se convencer. Mas aí é preciso ter humildade. Ter a mesma opinião a vida inteira NÃO é motivo de orgulho nem sinal de personalidade, é sinal de bitolação e egocentrismo. Ninguém está certo sobre tudo o tempo todo, é preciso ter sempre coragem e vontade de admitir que sim, eu errei. Se eu tinha tal opinião e agora eu vejo que eu estava errada, o mais sensato a fazer é admitir isso e mudar de opinião. Isso não é ser hipócrita, fraco ou manipulável. Hipocrisia é defender uma causa acreditando em outra, fraqueza é não ter força pra reconhecer os próprios erros e manipulável é quem acredita em qualquer coisa e toma isso como lei, sem pensar se realmente faz sentido. Isso vale pra jornalistas e leitores, pra alunos e professores. Mas se você acredita continue acreditando, pelo menos até alguém te convencer do contrário. Não é porque o William Bonner falou, ou deixou de falar, que tal coisa é certa, errada ou não existe.
Se você acha que o que eu disse não faz o menor sentido, continue assim. Afinal, quem sou pra ditar o certo e o errado?

Imprensa golpista!



Ultimamente a mídia tem me irritado profundamente. A ponto de eu usar expressões esquerdistas - que eu odeio - como mídia golpista/manipuladora/elitista, mas é isso mesmo. No site da Folha, R7, G1, UOL, Yahoo e etc., só se fala de BBB, celebridades e futebol. O único que escapa é o Estadão, que ainda assim me irrita com o excesso de notícias sobre futebol, mas pelo menos não fica falando do novo casal do Big Brother Brasil.
Mas não é só a imprensa escrita (ou via internet), a TV também está com tudo e não ta prosa. Esses dias na Globo passou uma matéria sobre a alimentação das crianças. Segundo a pesquisa, nos últimos 20 ou 30 anos aumentou 89% o número de crianças obesas, que péssimo. Falaram de todos os males da obesidade e tudo o que todas as matérias sobre esse assunto - que nos últimos tempos pulula na TV - falam. O que me deixa com raiva, no entanto, é que eu nunca vejo nenhuma matéria dessas citar o fato de que o número de crianças desnutridas diminui drasticamente. Eu me lembro de quando eu era criança, no Globo Repórter sempre passavam matérias sobre a fome e a desnutrição no Brasil, sobre todos os males que a falta de comida na infância traz e de como era importante superar isso. Agora que nós conseguimos, se não superar totalmente, melhorar muito nesse aspecto, ninguém fala mais no assunto. Poxa, custa olhar pras coisas boas de vez em quando? porque só falar do que há de ruim no país? tem que falar de obesidade, tem, é um problema sério e a informação é uma arma fundamental, mas naquela matéria em especial cabia perfeitamente lembrar que se hoje sobra comida, antigamente faltava. E fome mata muito mais rápido do que gordura trans.
E outra coisa, nos últimos dias vários protestos tem acontecido em São Paulo devido ao aumento da passagem do ônibus e do metrô e da pra contar nos dedos quantos jornais noticiaram e ainda assim, só porque um menino foi baleado. E o destaque foi mínimo. E não foi meia dúzia de pessoas não, no dia em que esse menino foi baleado haviam 500 pessoas no local, incluindo dois vereadores (demagogos provavelmente). E ninguém fala nada, ninguém fica sabendo. E depois eu tenho que ouvir nego dizendo que brasileiro é conformista, aguenta tudo calado, porque no Egito bla bla bla. Ah por favor! Não me venha comparar Egito com Brasil. Lá existia uma ditadura que durou trinta anos, e ainda assim os estudantes só foram as ruas quando economia estava mal. Ninguém tinha emprego, ninguém tinha dinheiro. Foi isso que despertou a ira das pessoas e não a falta de liberdade ou a corrupção. E a nossa querida imprensa fala todo santo dia dos protestos da Primavera Árabe (tenho que admitir que amei o nome), no entanto se limita a uma nota quando o mesmo acontece no Brasil. E como o povo parece ver os jornais como Messias, fica falando merda de si mesmo. Se convence de que nós somos assim e passam a agir assim, porque pensa que todo mundo é cordeirinho do Governo. Procurem outras fontes de informação, leiam outros jornais que não sejam dos grandes conglomerados. Se informem de verdade, quem sabe param de falar merda.
Tem horas que eu não sei o que me revolta mais, o Governo, a Mídia ou o Povo.

Um pequeno plágio de mim mesma.


'Só no mês de fevereiro, aconteceram 75 manifestações na capital paulista, sendo 23 delas na última semana.' - o problema é que a imprensa não mostra, a menos que alguém morra ou seja hospitalizado, mas protestos acontecem sempre, é só se informar e ir pegar em armas. Pode parecer que eu estou te criticando, mas é que eu acho que os brasileiros, e principalmente os jovens, tem uma visão muito distorcida de si mesmos. A mídia não noticia porque ela quer evitar que aconteçam protestos, aí só porque a gente não vê na TV acha que eles não existem e que os brasileiros aceitam tudo calados e a realidade não é bem assim. Só o salário mínimo que não tem o que protestar, ele é impossível, no momento, de ser R$600,00 não por causa de roubalheira, dessa vez a corrupção não tem nada a ver com isso, é uma questão puramente econômica: quanto mais dinheiro as pessoas tem, mais elas gastam, quanto mais elas gastam mais o preço das coisas sobe e menos o dinheiro vale. Não da pra sair atirando dinheiro no mercado de uma hora pra outra, é triste mas é verdade. Essa matéria da Superinteressante fala exatamente sobre isso: http://super.abril.com.br/cotidiano/salario-minimo-subisse-r-1-000-447601.shtml
Quanto a má distribuição de renda, eu concordo contigo plenamente."

Isso é um scrap que eu mandei pra um amigo meu e como eu queria falar sobre o mesmo assunto aqui e ao mesmo tempo não queria repetir tudo de novo, recortei e colei.

É, acho que já estou me acostumando a acordar cedo. Continuo na preguiça mas bem melhor do que na última semana, eu estou feliz, a realidade é essa. O curso é legal, as pessoas são legais, os livros não são tão legais mas foda-se. Ah, e eu estou parando de falar palavrão. Não que eu seja daquelas que acha que mulher não pode xingar, eu acho isso uma das coisas mais ridículas que existem. Uma vez eu vi uma pessoa dizendo que é feio mulher falar palavrão, só homem pode. Eu quase a mandei tomar no cu. Eu estou parando por outro motivo: não é muito legal um SER HUMANO ficar usando palavras de baixo calão toda hora. Desde o ano passado eu venho diminuindo o ritmo e agora eu estou num padrão legal, sem medo de usar quando necessário, mas sem exageros.
Finalmente fiz minha matrícula no "clubão" público que tem aqui perto, se tudo der certo vou sair do sedentarismo \o/
E o mais legal: eu precisei fazer uma pesquisa, o melhor site estava em francês e eu conseguir ler sem usar o tradutor do google hora nenhuma *.* Sério, isso me deixou mais feliz do que conseguir a dispensa da aula de inglês até o próximo semestre. Eu estudei francês em 2009 por um ano e precisei parar, e graças a Boudicca não esqueci tudo ainda. Claro que tiveram trechos que eu não entendi, mas no geral deu pra eu me virar.

Que post inútil.

Dizem que sou louca, por pensar assim...

Eu provavelmente "queimei" o meu filme com esse e esse post. A pessoa lê e pensa que eu sou esquizofrênica haha. Normal. Realmente eles são meio fortes, principalmente o primeiro, mas era como eu me sentia na época. É como está escrito na descrição que eu mesma fiz do blog, o único objetivo de sua existência é o de "daqui hás alguns anos, poder ver como eu pensava,quem eu era. Fazer uma viagem no tempo e encontrar comigo mesma aos 17 anos. (...) é tudo muito pessoal e passional e é assim de propósito." E se eu pensei que eu estava meio bizarra, eu tinha que escrever. E eu não vou apagar, não importa o que pensem ou digam. Isso aqui é meio diário mesmo (engraçado, eu nunca tive um). 
Como eu li aqui, "tem dias que é impossível postar confiante e otimista", só que no meu caso eu quero um registro de tudo e então, por pior que sejam as coisas, eu tenho que mantê-las aqui. A vida não é só feita de bons momentos e por algum motivo a tristeza e a loucura são mais inspiradoras do que a felicidade e normalidade.






Eu escrevi esse post há alguns dias atrás, mas só resolvi postar hoje com algumas alterações.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Essa faculdade está acabando comigo. Antes eu ia dormir lá pelas 5 da manhã e tinha o meu auge criativo lá pelas 3 a.m. É só ver os horários de publicação dos posts mais antigos. Agora, acordando as 6 da matina todo dia, são 00:37 e eu já estou morrendo de sono. Sem contar que, em pleno sábado, eu acordei naturalmente as 7 da manhã. COMOASSIMBRASIL?? 7 horas da manhã é hora de algum ser humano acordar em pleno fim de semana? principalmente se esse ser humano só tem aula as 13:00 e pode muito bem acordar às 11... Só que junto com a minha vida madrugativa, foi a minha disposição. Agora eu vivo cansada e com sono, com preguiça de fazer qualquer coisa, nem música direito eu tenho ouvido mais. To sempre com dor de cabeça (e só passa quando eu durmo de novo), e não tenho mais criatividade nenhuma, não é por acaso que fazem séculos que eu não publico uma resenha aqui. Dormir e comer são as únicas coisas que eu tenho disposição pra fazer ultimamente, estou me achando até meio letárgica, espero que eu não fique assim "pra sempre", preciso me acostumar um dia, porque ta foda.