domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vejam só que beleza, acabei de terminar a minha redação, ficou uma porcaria mas foi o melhor que eu pude fazer até agora, já fiz os extras de matemática e o livro... bem, eu ia pegar na biblioteca hoje e esqueci, amanhã eu vou lá.
Eu resolvi postar aqui a minha redação, como eu disse está longe de ser um primor... eu descobri que eu não entendo nada de Direito. Nada, nada, nada. E escrever foi difícil pra caramba, eu não sabia como me fazer entender, que palavras usar. Foi um parto difícil.

Eu fiz algumas muitas mudanças na redação, então apaguei a original e a que está aqui é a versão definitiva.



Direito, Moral e Justiça


Direito é um conjunto de normas criadas para regular a sociedade teoricamente de maneira justa. Já Justiça significa tratar as pessoas de maneira igualitária, com os mesmos direitos e deveres, visando manter a ordem. Nem sempre o Direito é justo, muitas vezes ele pode privilegiar uma parte da sociedade em detrimento de outra, às vezes por má índole e outras vezes pela influência da moral. A Moral seria um conjunto de regras de convívio social, uma noção coletiva do que é certo ou errado baseada na cultura do povo em questão, só que essa noção de certo e errado pode não garantir a igualdade de todas as pessoas e mesmo assim ser incorporada pelas leis, que consequentemente não serão justas.
Por exemplo, em alguns países árabes o homem tem o direito de ter várias esposas enquanto as mulheres só podem ter um marido. Isso fere o princípio da igualdade e, por conseguinte, o da justiça. Essa visão da poligamia é claramente influenciada pela religião islâmica e faz parte da cultura desses países. Uma mulher ter vários esposos é considerado imoral pelo povo e pelos órgãos responsáveis pela legislação. Nesse caso o que prevalece não é a justiça e sim um consenso do que é aceitável ou não, de acordo com a moral desses lugares.
A Justiça pode ser considerada universal, afinal todos querem ser tratados com igualdade, já a Moral é um fenômeno variável de acordo com a região e o Direito uma mistura desses dois conceitos, pois são os homens que criam as leis que formam o Direito e essas leis são criadas com base na Moral individual ou coletiva, mas sempre buscando a justiça.
O Direito procura regular a sociedade enquanto a Justiça procura garantir que cada ser humano terá o mesmo tratamento. Outro exemplo: o assassinato. A Moral de um certo povo diz que matar é errado e isso é incorporado pelas leis. A lei é responsável por definir a punição que uma pessoa merece por ter matado outra, punição essa variando de acordo com as circunstancias do crime. A Justiça, por sua vez, seria essa lei ser aplicada igualmente a todas as pessoas. Todos os indivíduos que cometerem esse crime deveriam receber a mesma punição, independentemente da etnia, classe social e etc.
Não obstante, mesmo a definição do que é justo ou não, em certos casos, é nebulosa e acaba sendo decidida com base na moral. Ainda no caso do homicídio, seria justo condenar o assassino a morte por ter tirado a vida de outra pessoa? Se sim, o carrasco também não deveria morrer por tirar a vida de outra pessoa, afinal ele fez a mesma coisa que o condenado, então deve ser tratado da mesma forma. Claro que as circunstancias são diferentes, mas então existem situações em que não é errado tirar a vida de alguém? Que situações são essas? Todas essas questões tentam ser respondidas pela sociedade da forma mais correta possível, no entanto, nesses casos, é impossível dissociar justiça de moralidade, pois não há uma resposta óbvia e definitiva. Então, a única solução é apelar para a moral, para o que é considerado mais justo de acordo com as influencias religiosas e filosóficas e com os  diferentes hábitos e costumes deste determinado povo. As conclusões da maior parte da população viram leis e essas leis formam o Direito.
Dessa forma, Direito, Justiça e Moral, apesar de serem coisas diferentes, ficam estreitamente ligadas, muitas vezes sendo uma influenciada pela outra e outras vezes uma ferindo o princípio da outra.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Agora as aulas começaram pra valer. Já tem trabalho pra semana que vem, e eu ainda não fiz; tem exercício pra próxima aula e eu ainda não fiz; tem um texto que não precisava ler nem tão cedo e esse eu já li. Desse jeito, eu vou longe... Eu sempre faço isso, enrolo o que é importante até o último segundo e me foco no que não tem utilidade, pelo menos não a curto prazo. E no final da tudo certo. Bem vindo ao meu Vagal Way Of Life: preguiça, vagabundagem, tempo livre, sede de cultura inútil e um bom toque de nerdisse. Não serviu pra me fazer passar na Fuvest, mas passei na Fatec e agora eu estou começando a realmente acreditar que isso foi a melhor coisa que me aconteceu: pelo menos no quesito estágio, Comex da um pau em RI. E ainda tem o quesito qualidade de vida: a Zona Leste é pobre mas é limpinha, pior é a USP e seus milionarios metidos a besta da FEA. Sei lá, estou me apegando a Fatec... ela é tão desprezada, tão mal tratada, ninguém lhe dá atenção, ninguém sonha em estudar lá mesmo sendo uma faculdade prestigiada. Poxa, lá é um lugar legal, pelo menos os professores são simpáticos (e tem seus mestrados, doutorados, pós-doutorados, pós-pós-doutorados ad infinitum). E eu já descobri uma palavra nova: extrínseco. Sério, isso mudou a minha vida que nem quando eu descobri a diferença entre "esotérico" e "exotérico" (e isso me lembra que eu tenho que terminar de ler o livro sobre Budismo). E ontem eu aprendi "celeridade" com o José Sarney no jornal. Meu vocabulário ficou 2 palavras mais rico em 2 dias, é algo pra se orgulhar, vai?

O trabalho que eu tenho que fazer é sobre "Direito, Moral e Justiça", é um assunto legal até, eu já devia estar pesquisando e escrevendo horrores sobre o assunto, mas nem comecei. Se eu quiser conseguir a minha monitoria(ultra-mal) remunerada vou precisar ir bem em tudo, então é bom eu começar a fazer alguma coisa logo. Eu emprestei o meu caderno e usei isso como desculpa pra não começar hoje (mesmo tendo todos os tópicos do trabalho na  cabeça), no entanto de amanhã não passa. Talvez eu escreva alguma coisa aqui, não prometo nada.  Que post mais inútil esse né?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Estilo Datena

Esse mês a revista Superinteressante trouxe uma matéria falando sobre o vírus responsável por um pequeno caos nas usinas nucleares do Irã. Até aí beleza. No entanto, a matéria diz o seguinte: "O vírus que salvou o mundo. Um vírus de computador enfrentou o programa nuclear iraniano. E venceu. Conheça a misteriosa história do Stuxnet: o programa que salvou o planeta. Ou que acabou de dar início a 3 guerra mundial".
Ah Superinteressante, faça-me o favor! Salvou o planeta? 3 guerra mundial? Me poupe! Eu sei que vocês precisam vender a revista mas até sensacionalismo tem limite!
Em primeiro lugar, quem até hoje provou que os caras realmente vão fazer uma bomba atômica? "Os EUA"!. O mesmo Estados Unidos que acusou o Iraque de estar abarrotado de armas de destruição em massa, começou uma guerra que dura até hoje e depois admitiu que não tinha arma nenhuma? grande fonte!
Mas vamos supor que realmente haja uma bomba. O que terceira guerra mundial tem a ver com isso? Será que a edição da Super nunca ouviu falar em Guerra fria? EUA e URSS passaram décadas acumulando mísseis e bombas nucleares e nunca estourou guerra alguma. Muito pelo contrário, a guerra era fria. Os únicos combates existentes (guerras das Coreias, Vietnam, etc) foram no estilo tradicional e não chegaram nem perto de um conflito mundial.
"Ah Gabriela, mas o Ahmadinejad é maluco! Se ele tiver uma bomba, ele joga em Israel sem pensar duas vezes!" O Ahmadinejad pode até ser maluco, mas ele não é burro. Israel também tem bombas nucleares e qualquer estrategista de guerra com um pouquinho de cérebro sabe que, se o Irã joga uma bomba em Israel, recebe umas vinte em troca, tanto de Israel quanto dos EUA.
"Sei não hein...". Um exemplo prático: Índia e Paquistão. Ambos tem bombas e estão se matando há anos por causa da Caxemira. Alguma bomba atômica foi lançada? Não. E nem será. Porque bombas atômicas não são feitas pra atacar, são feitas pra se defender. Quando um país faz a sua, o objetivo é evitar o ataque de seus inimigos também "nuclearizados". A partir do momento que o Irã tem uma, ele deixa de correr o risco de ser atacado dessa maneira pro Israel e vice-versa.
"Então porque a comunidade internacional está com tanto medo?" Porque aí eles não poderão mais ameaçar o Irã dessa forma. E o Ahmadinejad, que já não é um cordeirinho, vai ficar mais rebelde ainda. Pode até começar alguma guerra no Oriente, mas não será nuclear e nem mundial, porque guerra, pra ser mundial, tem de acontecer em solo europeu ;)
Ah, e tem outra. EUA e Europa estão numa crise econômica desgraçada. O governo estadunidense* já gastou uma fortuna nas guerras do Iraque e Afeganistão e estão com uma imagem bem feia perante a população, ninguém está a fim de apoiar uma nova guerra.
Guerras de proporções gigantes acontecem, infelizmente é normal, e daqui a pouco vai estourar outra. Mas ela não acontecerá pela via nuclear e muito menos por um desatino do Irã. Ele não comanda aquilo ali sozinho e de loucos os iranianos não tem nada.
A única coisa legal da matéria é a parte que fala da futura guerra cibernética, com um governo invadindo a web do outro e o tal vírus provou a possibilidade disso.
A Super costuma ser uma revista ponderada em suas opiniões, não é de sair correndo atrás do senso comum e sempre procura dar um novo ponto de vista sobre as coisas. Entretanto, dessa vez eles escorregaram feio.

*estadunidense sim, porque eu me recuso a dizer "americanos". Eu nasci na América do Sul e sou americana também, mesmo sem ter eleito o Bush duas vezes. E "norte americanos" os mexicanos e canadenses também são.

Revelações de MSN

Pessoa: Vc gosta de Crepusculo?
Eu: Não...
Pessoa: ahsuahsuahusha SABIA!
Eu: pq?
Pessoa: pq toda garota gosta de Crepusculo e vc é diferente de TODAS.

O.O Segundo a pessoa foi um elogio e eu concordo. Vejo cada garota escrota e retardada por aí, prefiro ser diferente. E eu sempre me senti diferente do resto da população feminina mundial, eu só não imaginava que isso ficava tão na cara assim. A pessoa me conhece há exatos 7 dias! 7 DIAS! E eu pensando que disfarçava a minha esquisitice super bem...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Eu quero voar...


Ok,ok. Exagerei ontem. Eu não estou louca, estou apenas com a sensação de que vou explodir. E o que o Clube da Luta tem a ver com isso?
Bem, a história é a de um cara que vivia tão oprimido tentando ser perfeito, aturando um "emprego que ele odiava para poder comprar um monte de merdas das quais ele não precisava", que ele simplesmente criou um alterego: Tyler Durden. O Tyler era tudo o que ele gostaria de ser. Como diz o próprio Tyler, todo mundo faz isso, as pessoas falam sozinhas, se olham no espelho e imaginam a imagem que elas gostariam de ver refletida, em seus pensamentos dizem e fazem tudo o que gostaria, mas na realidade não fazem nada. O "Cornelius" fez. Chegou uma hora em que o Tyler começou a tomar conta dele, a ganhar vida própria, a falar pela boca dele, a agir pelo corpo dele. Uma vez eu li uma entrevista do David Bowie, onde ele dizia que acabou com aquela história de Ziggy Stardust porque depois de anos interpretando o mesmo personagem, ele começou a tomar conta do verdadeiro do Bowie e ele começou a temer pela própria sanidade mental, ele não se encontrava mais e o jeito de voltar ao normal foi abandonando tudo de uma vez. Foi o que aconteceu com o Cornelius, só que ele não percebeu. Ele fantasiou tanto com o Tyler que ele passou a existir, só que sem que ele percebesse. Ele fez tudo o que o que ele queria porque o Tyler fazia tudo o que queria, ele teve coragem porque o Tyler tinha.
E onde eu entro nessa história toda? "todo mundo faz isso, as pessoas falam sozinhas, se olham no espelho e imaginam a imagem que elas gostariam de ver refletida, em seus pensamentos dizem e fazem tudo o que gostaria, mas na realidade não fazem nada" eu estou começando a fazer. Estou tomando decisões estranhas, por impulsividade, coisa que eu NUNCA fiz, nunca fui impulsiva, sempre pensei 37 vezes antes de fazer ou dizer alguma coisa, mas agora, vez ou outra eu faço o que eu quero sem pensar, tomo atitudes erradas e fico feliz por ter feito, falo coisas que eu não diria normalmente e tenho a sensação de que isso vai acontecer mais e mais. Esse ano está estranho desde o começo, acho que as pressões do ano passado foram o meu "Clube da Luta" e a volta a realidade está servindo como o meu "Projeto Caos". Vendo o filme de novo agora, eu fiquei feliz, é melhor ser Tyler do que Edward Norton. Mais uma vez eu estou com aquela sensação estranha de que algo vai acontecer e mudar tudo, mudar o mundo, só não sei  que. É uma espécie de pressentimento de que algo foderoso vai acontecer, eu posso sentir. E depois disso tudo vai ser diferente.

"Só depois de perder tudo é que ficamos livres para fazer qualquer coisa" - E eu estou me sentindo livre.

http://sabotyler.vilabol.uol.com.br/tylerfiguras/oprojetocaos.htm

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Eu já duvidei da realidade e da minha sanidade mental e agora eu estava ouvindo o Rapaduracast sobre o Clube da Luta (e já estou baixando pra vê-lo de novo) e eu fiquei com medo de me tornar no personagem do Edward Norton, eu já tive meus momentos Tyler Durden, e eu estou realmente com medo de mim mesma, do que pode acontecer, do que sou capaz de fazer.
Vou ver o filme mais uma vez, ele já está no hall dos meus favoritos desde a primeira vez que o vi, porém fazia um tempinho que eu não assistia, agora vou ver com uma nova visão e estou com medo.

Eu nunca coloquei nenhum link pra download aqui, mas nenhum ser humano deveria morrer antes de assistir esse filme: http://cinemacultura.blogspot.com/2010/02/clube-da-luta-1999.html
Faça esse favor a si mesmo e assista.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

To com 6 filmes pra resenhar, mas cadê que a preguiça deixa? asuhsuasuausauhsauh

Minhas aulas "começaram" dia 31. "Começaram" entre aspas porque, na verdade, dia 31 foi só uma apresentação do campus e da faculdade, e essa semana está tendo apenas uma reforço de matemática pros calouros, já que aparentemente todo mundo sofre com as matérias de cálculo depois que os cursos começam pra valer, então eles resolveram fazer um resumão do básico pra ver se a coisa melhora. Graças a Tyr, o meu curso só tem matemática financeira, nada de cálculo integral ou geometria aplicada (levantemos as mãos pro céus em agradecimento aos deuses), mas mesmo assim eu tenho que ir, e mesmo que não fosse obrigatório eu iria, porque eu odeio matemática e não sei p***a nenhuma dessa matéria infernal, no entanto, infelizmente, pra minha desgraça e profundo sofrimento, serei obrigada a aprender um pouquinho, mas até que ta legal.